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Ourinhos
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Museu localizado no centro da cidade
de Piraju onde é controlado pela
USP. Pode-se agendar visitas pelo
telefone 14 3351-6027 ou comparecer
no local, na rua Treze de Maio nº662 |
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Há mais de 200 sítios arqueológicos
cadastrados na bacia do
Paranapanema, entre os
reservatórios de Jurumirim e
Chavantes; mais da metade
localiza-se em território do
município de Piraju. Inseridos como
bens culturais da União Federal,
compete a ela, em parceria com os
estados, municípios e segmentos
organizados da sociedade civil,
protege-los e valoriza-los. As
pesquisas arqueológicas em Piraju
e região tiveram inicio em 1969,
quando o museu Paulista iniciou as
escavações do sitio arqueológico
Alves. É daquela época a idéia de
criação de um centro regional de
pesquisas arqueológicas, hoje
conhecido como Centro Regional de
Arqueologia Ambiental, extensão do
Museu de Arqueologia e Etnologia da
USP. |
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O atual estágio das pesquisas
permitiu definir os principais
sistemas regionais de povoamento, da
pré-história ao inicio da
urbanização, assim resumidos: |
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a)Sistema de caçadores
coletores indígenas: formado por
hordas de povoamento provavelmente
originarias da Patagônia que se
deslocaram para o Norte, até a bacia
do rio Tietê, atravessando o
Paranapanema. Essas populações
iniciaram sua passagem por esta
região há mais de sete mil anos,
conforme atestam algumas datações
obtidas em sítios de Sarutaiá e
Piraju. Produziam artefatos de
pedra lascada, principalmente de
arenito silicificado, rocha
fartamente distribuída por este
trecho do Panema. Viviam em grupos
pequenos que perambulavam pelas
margens dos rios, caçando, pescando,
e explorando os recursos que a
floresta lhes ofereciam. |
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No museu pode ser visto urnas, onde
os índios enterravam seus mortos. |
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b)Sistema
de agricultores indígenas:
formado
por tribos Guaranis
que se deslocavam pelo
Paranapanema e afluentes da
margem esquerda. As datações
mais antigas da invasão
Guarani sobre os
caçadores-coletores giram em
torno de 2 a 3 mil anos
atras.Com nova ordem
econômica, os Guaranis
pré-históricos executavam
atividades de manejo
agro-florestal, plantando
milho e outros tubérculos
como a mandioca. Construíam
aldeias com população
estimada de 200 a 300
pessoas, alem de
acampamentos de caça e
pesca. Além de lascar
pedras, confeccionavam
vasilhas de cerâmica.
Costumavam enterrar alguns
mortos em urnas |
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Museu além de receber
estudantes da faculdade USP,
também recebe pessoas de
todo Brasil. |
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c)Ciclos
histórico-econômicos da sociedade
nacional: surgem a partir do século
oito, quando portugueses e espanhóis
impõe o sistema colonial nas terras
sul-americanas. Na região do
Paranapanema há registros
arqueológicos que testemunham vários
episódios coloniais, desde as
reduções jesuíticas espanholas no
curso inferior (Santo Inácio Menor e
Nossa Senhora de Loreto, por
exemplo), que foram desmanteladas
pelos Paulistas, até os primórdios
da urbanização, passando por ciclos
menores, como os tropeiros. |
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Os enfoques da Arqueologia
atual englobam, alem do período
pré-colonial, todos os episódios do
período histórico. No caso de
Piraju, há muitas abordagens de
arqueologia histórica voltadas as
pesquisas das origens da cidade e da
consolidação do núcleo urbano
favorecido pelo capital da
cafeicultura. Recentemente foram
pesquisados engenhos e sedes de
antigas fazendas do pequeno ciclo de
cana-de-açucar, época dos posseiros
que fundaram São Sebastião do
Tijuco Preto. As edificações
ecléticas, inclusive a Estação
Ferroviária de Piraju, também
vêm sendo estudadas e as informações
obtidas são incorporadas à
memória histórica da comunidade. |
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