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A Exposição “Centenário da
Estação Ferroviária de Piraju
(1908-2008) quer revelar, por
intermédio de dados e cronologia
de autores que estudaram a nossa
história, um período pirajuense
de muita intensidade. Entre
trilhos, há cem anos atrás, a
Municipalidade parecia se
traduzir a partir da Estação
Ferroviária. Os bondes foram
desativados, mas o passado é
registrado entre os
pesquisadores presentes neste
trabalho de caráter didático e
sentimento nostálgico, entre as
imagens ilustrativas, em torno
da maquete do artesão Mario
Martignoni Jr., entre nós.
O trem constituía no maior êxito
alcançado até então pela cidade.
Acabava-se o isolamento de
outras cidades e da capital do
estado.Fonte: Memórias Políticas
e Outras Memórias... .p.
52Autor: Miguel Cáceres
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Jorge Tibiriçá governou São
Paulo Duas Vezes:
1890-1891 e 1904-1908. A Visita
deu-se justamente no início
deste último ano, quando a
Câmara Municipal atribuiu o nome
de “Vila Tibiriçá” ao bairro “da
Estação”.Fonte: Piraju seu
passado e seu presente II. P. 90
Autor: Constantino Leman
...Quase todo o material
instalado no “tramway” era
proveniente da
Filadélfia(Estados
Unidos).Fonte: Piraju – Memórias
Políticas e outras memórias ...,
p.70. Autor: Miguel Cáceres
Em 1915, sobre o Rio
Paranapanema, achavam-se
construídas duas pontes: uma de
madeira para o trânsito público
e outra metálica, destinada
exclusivamente ao tráfego de
bondes do “tramway” elétrico.
Fonte: Piraju – Memórias
Políticas e outras memórias ...,
p..67. Autor : Miguel Cáceres
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O
projeto arquitetônico original da EFP [
Estação Ferroviária de Piraju ], de
autoria de Francisco de Paula Ramos de
Azevedo, é considerado uma fonte de
pesquisa especial servindo de conexão
entre a arqueologia das fontes indiretas
e arqueologia das fontes diretas. (...)
Fonte: Arqueologia da Arquitetura:
Estação Ferroviária de PIRAJU: ensaio de
arqueologia da arquitetura de Ramos de
Azevedo, p.94.
Autor:Daisy de Morais
Durante o ano de 1920, o bonde
transportou 75 mil passageiros e 8 mil
toneladas de mercadorias. Os preços de
passagem da cidade à estação e
vice-versa custavam 5$ por pessoa.
Fonte: Piraju – Memórias Políticas e
outras memórias..., p.70.
Autor: Miguel Cáceres
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Cronologia
do Sistema Ferroviário de Piraju
1889 – Atas da Câmara Municipal
de 2 de março e de 3 de abril:
formalizam o interesse da Municipalidade
por um ramal ferroviário para escoar a
produção de café.
1891 – Ata da Câmara Municipal de
3 de julho: formaliza o interesse da
iniciativa privada em instalar uma linha
de bonde ligando o tronco da Sorocabana
a Fartura, passando por Piraju, para
escoar a produção de café.
1904 – Cafeicultores reunidos em
24 de dezembro decidem financiar parte
da construção do ramal ferroviário [
notícia do jornal S. Paulo, 28/12/1906].
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1905
– Lei municipal 11/1905: afirma que a
Municipalidade assumirá a construção do
Ramal de Piraju, com a participação dos
cafeicultores de Piraju e
Fartura;reconhece que os projetos e
respectivos detalhamentos serão
fornecidos pelo Estado, que também se
encarregará da construção das obras de
arte [ notícia do jornal S.
Paulo,28/12/1906].
– 16 de dezembro: iniciada a construção
do Ramal de Piraju, a partir da Estação
de Manduri [ notícia do jornal
S.Paulo,28/12/1906 ]; relatório da
Superintendência da Sorocaba reconhece
que o ramal está sendo construído pela
Municipalidade, com o auxílio do Estado
quanto às obras de arte, estações e
super-estrutura da linha.
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1906
– Lei municipal 1/1906:confirma que a
Municipalidade assume a construção do
Ramal Ferroviário.
– 21 de abril: lançamento da pedra
fundamental da Estação de Piraju, em
cerimônia presidida por Alfredo Maia,
superintendente da Sorocabana [ notícia
do jornal S.Paulo, 23/4/1906]; as
estações de Piraju e Ataliba Leonel
foram projetadas e construídas pelo
Estado [ notícia do jornal S.
Paulo,20/4/1906].
– 3 de outubro: entrega do Ramal de
Piraju ao tráfego provisório (...).
– 27 de dezembro: inauguração do Ramal
de Piraju; Gustavo Godoy, secretário do
interior, representa o governo [
notícias do jornal S. Paulo, 27 e
28/12/1906]; a notícia de 27 menciona
que a construção da estação fora
iniciada pela Sorocabana, com projeto de
Ramos de Azevedo.
– Relatório da Superintendência da
Sorocabana informa a importância da
produção de café no eixo do Ramal de
Piraju, cuja influência se estende até
Fartura.
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1908
– Lei municipal 1/1908: autoriza o
prefeito a dispender verba para a festa
de recepção ao presidente do Estado, por
ocasião da inauguração da Estação de
Piraju.
– 4 de abril: comitiva presidencial
parte de S. Paulo para inaugurar o
prolongamento Manduri – Ilha Grande
[hoje Ipauçu] e a estação de Piraju. – 5
de abril: inauguração da Estação de
Piraju, em cerimônia presidida por Jorge
Tibiriçá, presidente do Estado, com a
presença de Albuquerque Lins, presidente
eleito, e Alfredo Maia, superintendente
da Sorocabana.
– 8 de abril: retorno da comitiva a S.
Paulo, partindo de Santa Cruz do Rio
Pardo (...). |
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1911:
A Câmara Municipal demonstra interesse
na implantação de uma linha de bondes
elétricos, para complementar o sistema
ferroviário recém- implantado, que
previa uma ligação com Fartura, passando
por Sarutaiá.
– 1912: Construída a usina
hidrelétrica Boa Vista, para alimentar
a linha de bondes elétricos. Lei
municipal 6/1912: autorizou o prefeito a
doar o ramal ferroviário, construído
pela Municipalidade com a cooperação dos
cafeicultores de Piraju e Fartura, ao
governo do Estado, unificando a
propriedade dos dispositivos
ferroviários [o ramal era do Município e
as estações eram do Estado].(...)
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1915
– 1º de agosto: início da operação
provisória do sistema de bondes
elétricos de Piraju, inaugurada
oficialmente no dia 15.
(...)
1931 – Início da decadência do
sistema de bondes elétricos em Piraju
1937 – A administração da Estrada
de ferro Sorocabana executa uma grande
reforma nos dispositivos ferroviários da
Estação de Piraju, inclusive na
residência do chefe-de-estação.
- A Câmara Municipal autoriza
formalmente a supressão da linha de
bondes elétricos.
[período de notícias escassas]
1966 – Decreto estadual
46.980/1966: o governador Laudo Natel
suprime o Ramal Ferroviário de Piraju.
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Obra – Ramal Ferroviário de Piraju
Início: 16/12/1905
Fim: 27/12/1906
Estação ferroviária de Piraju
Início: 21/04/1906
Fim:05/04/1908
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Fonte: Arqueologia da Arquitetura:
Estação Ferroviária de PIRAJU: ensaio de
arqueologia da arquitetura de Ramos de
Azevedo, p.129-130.
Autor:Daisy de Morais
Editora: Habilis
A imprensa pirajuense sempre demonstrou
interesse pela preservação da memória da
cidade. Os levantamentos em jornais
antigos, (...), comprovaram o interesse
de várias pessoas, dentre as quais se
destacam Constantino Leman e Gilberto
Polenghi, em divulgar fragmentos da
história local e reproduzir fotografias
antigas.
Fonte: Arqueologia da Arquitetura:
Estação Ferroviária de PIRAJU: ensaio de
arqueologia da arquitetura de Ramos de
Azevedo, p.139.
Autor: Daisy de Morais |