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Ourinhos
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Consolidar o turismo como
motor de desenvolvimento
socioeconômico tem sido uma das
metas do poder publico
descentralizado pelo mais de cinco
mil municípios Brasileiros. Esta
afirmação não padece de nenhum
exagero, pois dificilmente há de se
encontrar um prefeito que, em seu
programa de governo, não tenha
incluído essa atividade como uma das
opções de aquecimento da economia
local. E há certa lógica em tal
pretensão: na maior parte das vezes,
é inquestionável a vocação dos
municípios para o turismo,
principalmente na perspectiva de
seus bens matrimoniais de caráter
ambiental, cultural ou paisagístico.
É o caso de Piraju
e de vários municípios da região do
Paranapanema médio-superior.
A cidade compõe um cenário urbano
notável: a forma de apropriação dos
espaços, a presença de um rio de
águas limpas cortando o perímetro
urbano e uma topografia com
feições peculiares são elementos que
provocam representativa identidade
paisagística. Se, na cidade, os
arranjos de responsabilidade humana
assumem caráter decisivo, na zona
rural os dotes naturais dão o tom
mais importante. Independentemente,
na cidade ou no campo, a
qualidade de vida é o quesito
complementar. Resumindo: do lazer
contemplativo às atividades lúdicas
embasadas no meio ambiente e na
paisagem, tudo o que se refere ao
patrimônio da comunidade é a
presença marcante.
Em uma cidade como
Piraju, o patrimônio cultural,
ambiental e paisagístico é a
mola propulsora de qualquer
iniciativa, quando se fala em
turismo. E, neste âmbito, o
patrimônio arqueológico, entendido
como bem de uso especial, comum ao
povo, inclui-se nessa expectativa,
marcando significativo tom de
identidade e diferenciação. De fato,
o patrimônio arqueológico
pré-histórico e histórico existente
no território de Piraju é dos mais
importantes do país. |
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Para aqueles que buscam rotas
alternativas de turismo ecológicos
dentro do Estado de São Paulo, a 340
quilômetros da Capital, pela rodovia
Castelo Branco ou pela Raposo
Tavares, está um dos poucos trechos
naturais do majestoso Rio
Paranapanema – o mais limpo dos
grandes rios paulistas. Praias de
areia branca próprias para natação e
condições para a prática de pesca
esportiva, alem de esportes
aquáticos como canoagem, remo,
raffting, bóia cross e jet ski.
Tanto que a Seleção Brasileira de
Canoagem escolheu a Estância
Turística de Piraju – a única cidade
cortada pelo rio – com 28 mil
habitantes, para abrigar o Centro
Esportivo de Alta Performance, onde
os atletas se preparam para as
competições. |
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São sete
quilômetros do velho Panema,
como os habitantes
ribeirinhos o chamam, com
lagos, remansos e
corredeiras de tirar o
fôlego, que, aliás, foram
cenário da segunda etapa do
Circuito Brasileiro de
Canoagem Freestyle, da Copa
Brasil de Canoagem Slalom, e
a terceira etapa do
Campeonato Paulista que
aconteceram em Agosto.
Ao percorrer o trecho, os
visitantes desfrutam de
lindas paisagens do rio,
ladeado por matas ciliares e
privilegiada companhia de
várias espécies de aves,
como Martim-pescador,
Coquinho, Biguás,
Frangos-d’água, Saracuras
três por ters e Garças e,
com sorte, se pode avistar
em terras pacas, Quatis,
capivaras e macacos. |
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Muito antes de o conceito de pesca
esportiva existir, esse pedaço do
Paranapanema já era habitado por um
dos dois peixes mais cobiçados pelos
adeptos dessa modalidade de pesca: o
saltador e briguento Dourado. Daí o
nome da cidade ser Piraju, que
significa ‘peixe-amarelo’ em
guarani, numa referencia a grande
quantidade de dourados que existia
ali. A partir de 1958, o rio começou
a ganhar novos contornos com a
instalação de usinas hidrelétricas.
A primeira foi a de Salto Grande e,
passado quase meio século, hoje são
10 usinas em operação nos seus 930
quilômetros de extensão, restando
pouquíssimos trechos de rio natural,
mais ainda capazes de proporcionar
grandes emoções para o praticante de
pesca esportiva. O trecho do
Paranapanema menos tocado pelo homem
conserva varias espécies de peixe.
‘Os pescadores que vem até aqui
estão interessado em determinados
peixes que estão ameaçados de
extinção no Estado de São Paulo,
como é o caso do dourado’, conta
João Kleber Dealis, guia de pesca
esportiva e presidente da ONG
Ambientalista Teyquê-pê, sediada em
Piraju. ‘Mais não é só o dourado que
os atrai’, diz Dealis. Esse trecho
do Panema tem outras espécies
consideradas de extrema
esportividade, como o piapara, a
piracanjuba, o pacu e o surubim. ‘
De Novembro a Fevereiro, no período
da desova, essas espécies se
movimentam bastante entre as
barragens de Piraju e de Chavantes,
pois necessitam de água ligeira para
produzir hormônio de reprodução. Já
no Inverno eles preferem os poços
profundos de leito pedregoso, locas
e cavernas’, orienta o guia de pesca
e ambientalista Miguel Pereira, que
nos últimos cinqüenta anos observa
as mudanças da Fauna e Flora
ocorridas no Paranapanema. Conforme
os guias de pesca, o dourado só
conseguiu sobreviver no trecho
justamente porque eles oferecem
águas rápidas. ‘ É o desafio que a
caba trazendo as pessoas para cá’,
diz Dealis. |
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