Economia e Meio Ambiente, o que têm em comum?

ARTIGO - LUIZ FERNANDO TAVARES

CRA nº 6-006697


Há quase um ano venho escrevendo sobre temas econômicos para este periódico. Tenho recebido um retorno bom de muitos leitores, que se interessam pelo tema, e isso é muito gratificante. Porém, quero estender o assunto para o jargão ambiental, o qual aprendi bastante quando estive prestando serviços ao Departamento de Meio Ambiente Municipal. Aliás, quero deixar claro que ambos os assuntos são correlatos.

Um assunto digno desta comparação é o lixo que produzimos em nossa cidade. Há um tempo atrás tínhamos um aterro, onde enterrávamos os lixos aqui produzidos. Hoje isso não acontece mais, pois este aterro foi totalmente esgotado e, por isso, hoje precisamos enviar o lixo para um aterro na cidade de Piratininga-SP, e obviamente que isso tem um custo.

Muitos se perguntam por que simplesmente a prefeitura não compra outra área e utiliza para este fim. Mas, a resposta é porque não conseguem a licença para tal operação junto à CETESB, agência do Governo Estadual responsável pelo controle, fiscalização e licenciamento de atividades geradoras de poluição. Hoje, para se obter essa licença, é necessário que seja construído um aterro sanitário, bem diferente do aterro que tínhamos – um aterro de valas, segundo classificação da própria CETESB.

Um aterro sanitário necessita de valetas com mantas protetoras para o lixo não ter contato com o solo e além disso, coletores de chorume, líquido produzido pelo próprio lixo que polui os lençóis de água debaixo do solo. Isso é muito caro e os fundos estaduais e federais, para estes fins, não aprovam investimento tão alto como este em municípios pequenos.

Sendo assim, precisamos repensar a maneira em que produzimos lixo em nossas atividades. Segundo um levantamento feito pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (SELURB, a média de lixo produzida pelo brasileiro é de 1 quilo por dia. Pode parecer pouco, mas não é. Significa que produzimos 30 mil quilos de lixo por dia e 900 mil por mês. Isso é muita coisa!

Existe uma ideia ambiental sobre o assunto, os 4 Rs (Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar). Quando utilizamos este critério, apoiamos esta causa. Por exemplo, repensar a quantidade de comida feita em casa pode ajudar a não precisarmos jogar fora muitas sobras. Muitas pessoas utilizam cascas de frutas e legumes para adubar hortas e pomares ao invés de descartar no lixo comum. Reaproveitar certos potes ou garrafas pode ser também uma boa ideia. Apoiar a reciclagem é muito importante e muitos, infelizmente, não separam corretamente os materiais recicláveis, pois ou descartam estes no lixo comum ou descantam lixo inservível junto a coleta dos reciclados.

Mesmo que a nossa colaboração possa parecer pouca, não é. Quando pensamos na somatória que todos juntos podemos dar, entendemos o impacto disso. Por exemplo, imagine que cada pirajuenses produza 200 gramas de lixo a menos por dia? Conseguiríamos reduzir 72 mil quilos de lixo em apenas um ano.

Quando apoiamos ideias como essas estamos colaborando com o Meio Ambiente, mas também economizando recursos, neste caso, dinheiro público, que é nosso mesmo. Havendo menos resíduos para tratar, haverá mais dinheiro aplicado em outras áreas, como Saúde e Educação.

Numa próxima abordagem quero tratar de outro assunto: arborização urbana, tema pertinente para os dias atuais, e quero responder a seguinte pergunta: Por que plantar uma árvore na frente de sua casa pode ajudar você a economizar? Aguardem...


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