José da Silva, simples assim


Cumprimentar "Zé Bigode" era como abraçar a honestidade e a humildade


"Zé Bigode", como todos o conheciam, era natural de Taquarituba, nascido em 27/12/1935. Faleceu dia 25/12/2021. Era viúvo de Vera Lúcia Laino da Silva, com quem teve as filhas Luciana e Lucimara.


SIMPLICIDADE

Sua origem foi muito humilde. Residiu na zona rural com seus pais e mais oito irmãos. Somente com 15 anos veio para a Piraju, em busca de trabalho.


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DEDICAÇÃO E HONESTIDADE

E foi no escritório de José Maria Porto que José da Silva teve seu primeiro emprego formal, como auxiliar geral. Por essa oportunidade, na qual já demonstrou suas qualidades únicas, passou a admirar e ter muita consideração pelo seu primeiro patrão, pai do engenheiro Paulo Porto.

Depois trabalhou no banco Bradesco. Funcionário exemplar, foi transferido para novos desafios, para uma agência no Estado da Bahia, o que fez com que ele se demitisse. Seu amor por Piraju já era evidente!

Por estes tempos usava bigode, o que marcou seu nome para sempre.

Em 1976, após um trágico acidente, vitimando a família do Sr. Júlio Conceição, foi indicado para gerenciar a empresa "Auto Posto Jurumirim", tendo lá trabalhado com admirável dedicação por mais de 20 anos.

Mesmo aposentado, nunca quis parar de trabalhar, remunerado ou não.

Prestou serviço na Associação Comercial por alguns anos e, nos últimos 14 anos, laborou na empresa Proerge Engenharia. Amava trabalhar em prol das entidades da cidade, como no Hospital Beneficente de Piraju, Asilo São Vicente de Paula, APAE, Rádio Mater Dei e em várias atividades da comunidade paroquial.

Trabalhou e ajudou diversas outras empresas e entidades, como o próprio Observador, o que muito honra a história do jornal. Mas a "menina de seus olhos" era o Asilo. Foi vicentino por 50 anos!

Também foi membro da Loja Maçônica “Cavalheiros do Sul”, recebendo a maior honraria de um maçon: a medalha "Dom Pedro".

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EXEMPLO

O pai da Luciana e da Lucimara sempre carregou uma criança dentro de si. Aficionado por colecionar álbuns de futebol, trocava as figurinhas repetidas com a rapaziada. O ponto de encontro era na frente da Farmácia Drogacentro.

Foi marido, pai e cidadão exemplar! Não por acaso, era amado pela família e amigos e admirado por todos, absolutamente todos!

Zé Bigode nunca precisou de plateia para mostrar sua honestidade, simplicidade, garra ou humildade. Zé Bigode será sempre uma referência de vida e de como viver, que nem mesmo super-heróis imaginários costumam personificar.

Quer saber… O mundo não precisa de salvadores da galáxia. O mundo só precisa de mais Josés da Silva! Simples assim…




EM TEMPO

Além de colecionar álbuns de figurinhas, nosso querido amigo também gostava de fazer "fé" nas loterias, organizar os "bolões" e, nas horas vagas, não dispensava uma boa soneca. Fragmentos da mais pura felicidade registrados por familiares e amigos. Lindas lembranças de um homem que deixa saudades e o exemplo de que o simples é belo. O Observador agradece, de coração, por toda experiência adquirida na convivência com o Seu "Zé Bigode".

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— Agradecimentos especiais ao colaborador Gervásio Pozza pela contribuição com a ilustração e na produção do texto.