Natal à moda antiga

ARTIGO RUBENS RODRIGUES DA SILVA - EDIÇÃO 23.12.2021


Parece que este Natal vai ser mais verdadeiro, mais família, como deveria ser todos os natais. É que de uns anos pra cá o povo perdeu totalmente o verdadeiro sentido do Natal. As famílias não se reúnem mais para comemorar o nascimento de Cristo, uns viajam, outros amanhecem nas baladas e não se importam com os familiares, que ficam sozinhos nas casas. E quem mais sofre na solidão são os idosos. Mas com tudo que está acontecendo no Brasil e no mundo, como todos sabem, é a pandemia, carestia, passaporte da vacina e a falta de grana, acho que a maioria vai se reunir com amigos e familiares. Vai ser um Natal à moda antiga, tenho certeza.

O dia 25 de dezembro foi consagrado como o dia do nascimento de Jesus Cristo. Em quase todas as partes do mundo é alegremente festejado. Jesus simboliza profundamente o espírito de família e de união. É impossível imaginar sua figura sem a presença de Nossa Senhora e de São José. O espírito de união ele pregou ao conviver fraternamente com os apóstolos, que através dele conheceram a bondade, a compreensão, o amor. Por isso o Natal é a festa máxima da cristandade. É quando as famílias se reunem de um modo especial e o sentimento de afeto faz esquecer as falhas humanas, os ressentimentos. Parece que a humanidade percebe nesse dia que a vida é muito breve para ser dissipada com sentimentos inferiores, como o rancor, o orgulho, a vingança, e que se conscientiza de que a oportunidade de estar com a família não será eterna. O tempo, em sua passagem, vai levando os entes queridos e deixando recordações.

A data de 25 de dezembro foi convencionada no século IV. Na Idade Média, o Natal era a primeira e mais importante das festas populares. Dos vários hábitos incorporados ao Natal, três persistiram até hoje: a Missa do Galo, a Árvore de Natal e a Ceia, considerada esta a ceia da família. Um dos costumes consagrados do Natal é a distribuição de presentes, o que constitui um acontecimento especialmente do agrado das crianças. Eu gostava muito dos tempos que se trocavam cartões de Natal — como eram bonitos aqueles cartões que a gente escrevia à mão e mandava para um verdadeiro amigo. Feliz Natal à moda antiga para todos!