Nem só de pão

ARTIGO - RUBENS RODRIGUES DA SILVA - EDIÇÃO 16.01.2022


Magnífico Monte Roraima — Serra de Pacaraíma / Foto Terra Mundi

Nem só de pão vive o homem, mas de beleza e harmonia, verdade e bondade, trabalho e recreação, afeição e amizade, aspiração e adoração.

Nem só de pão, mas do esplendor do firmamento à noite, do fausto dos céus da madrugada, da fusão de cores do crepúsculo, do encanto das magnólias, da magnificância das montanhas.

Nem só de pão, mas da majestade das vagas do oceano, do brilho suave da lua na superfície de um lago, do argênteo circular de um riacho precipitando-se pela montanha, das formas singulares dos cristais de neve, da criação dos artistas.

Nem só de pão, mas do doce canto dos pássaros, do sussurro do vento nas árvores, da sedução mágica de um violino, da sublmidade de uma catedral suavemente iluminada.

Nem só de pão, mas do aroma das rosas, do perfume dos botões de laranjeira, do odor do feno ceifado, do calor das mãos de um amigo, da ternura de um beijo de mãe.

Nem só de pão, mas dos versos do poeta, da sabedoria dos sábios, da santidade dos santos, da vida das grandes almas.

Nem só de pão, mas de companheirismo e aventura, de procurar e encontrar, de servir e compartilhar, de amar e ser amado.

Nem só de pão vive o homem, mas da sua fé na oração, correspondendo à inspiração do Espírito Santo, discernindo e executando a vontade de Deus agora e sempre, por toda a eternidade.

Este belo artigo encontrei numa revista de 1954. Percebi que a leitura deste artigo é como um calmante, um calmante para a alma. Para quem gosta de ler e escrever, como eu, não seria correto não passar para os leitores, pois é muito bonito. Como já disse um famoso escritor, é um refrigério para a alma. Espero que vocês gostem. É muito bom para meditar nos dias atuais, é um poema.