O marinheiro

ARTIGO RUBENS RODRIGUES DA SILVA - EDIÇÃO DE 19/12/2021

Vez em quando dou uma faxinada nas estantes dos meus velhos e empoeirados livros. Ainda tenho muitos daqueles belos livros da juventude, eram contos e histórias que encantavam a todos. É uma pena que as crianças de hoje não se importam com isso, os pais muito menos, ninguém quer saber de leitura.

Confesso que meus filhos, apesar de estudados, nunca se interessaram muito por livros, os netos também. Mas eu sou teimoso e guardei vários desses antigos livros. São livros que foram escritos para a juventude, mas qual o adulto não leu Francisco Marins, Julio Verne, Mark Twain e o incrível e inesquecível Monteiro Lobato. Eram escritores de verdade nas belas e impressionantes narrativas eu tinha a impressão que estava lá junto, lutando, viajando, brincando e até sofrendo. Tenho dó dessa juventude moderna que nunca leu esses escritores, que infelizmente já se foram.

E numa dessas olhadas nos velhos livros me deparei com Jack London e o belo livro "Marinheiro à redea solta", então pensei, por que não escrever algo sobre o marinheiro? Quase que não se vê falar do marinheiro e aí veio a coincidência, pois ao lado do livro encontrei um antigo calendário e vi lá, bem na minha frente: 13 de dezembro, Dia do Marinheiro. Então eu tinha que escrever.

O dia 13 de dezembro foi escolhido para o Dia do Marinheiro por ser o aniversário do Almirante Tamandaré (1807-1897). Com apenas 16 anos, ele ingressou na Marinha como praça voluntário. Demonstrou qualidade e perseverança. Percorreu todos os postos da carreira e chegou ao almirantado. Pelos seus atos de bravura, recebeu os títulos de barão, conde e Marques de Tamandaré. Participou da Guerra do Paraguai. Seu nome era Joaquim Marques Lisboa. Tamandaré foi um grande exemplo de marinheiro e a escolha do dia de seu nascimento foi muito bem lembrada para homenagear a Marinha e os marinheiros nacionais. Sempre vigilantes na vastidão dos mares, a Marinha participa da segurança da Pátria. A história de nossa Marinha é pontilhada de feitos notáveis. O marinheiro é digno de nossa admiração pelo seu desempenho, pois a vida do homem do mar é cheia de sacrifícios e perigos, exigindo coragem e vontade férrea. A solidão dos mares é o seu lugar de trabalho. O navio exige dele constante atividade e dedicação. E passa grande parte da sua vida longe dos confortos de casa.

Por tudo isso, nossa homenagem à Marinha e ao marinheiro do Brasil. Constituem motivos de glória para a nossa história, onde escreveram páginas que são lidas com orgulho e gratidão. Páginas escritas com a dedicação e o amor que a Pátria merece.