Os investimentos de renda fixa estão mais atrativos

ARTIGO LUIZ FERNANDO TAVARES - EDIÇÃO DE 23.01.2022


Depois de passar por uma verdadeira montanha-russa de retornos minguantes, em um curto espaço de tempo, a renda fixa voltou a brilhar em 2021 e retomou o “status” de investimento com boa rentabilidade e segurança. Para 2022, as perspectivas não são diferentes. Ativos de renda fixa devem reluzir — e não é pouco, entenda.

Com a elevação das taxas de juros, como por exemplo, a taxa Selic, que atualmente está na casa dos 9,25% ao ano, muitos investimentos do tesouro estão rendendo isso ou um pouco mais. Considerando, também, as projeções para este ano e o próximo, muitos analistas estão otimistas para essa modalidade de investimentos. Nas projeções para a Selic neste ano e no próximo, que se mantiveram em 11,75% ao ano e 8% ao ano, respectivamente.

Dentro do Tesouro Direto, papéis prefixados chegam a avançar até 12 pontos-base (0,12 ponto percentual), como é o caso do Tesouro Prefixado 2026, que oferecia juros de 11,30%, no início desta semana.

Entre os papéis atrelados à inflação, o Tesouro 2040 e o 2055 com pagamento de cupom semestral ofereciam remuneração real de 5,64% e 5,69%, respectivamente, na sessão de sexta-feira (14).

Para analistas, o dado é positivo, mas ainda não há espaço para euforia. Em meio a um cenário mais incerto, com a chegada das eleições e a expectativa de que os bancos centrais ao redor do mundo, especialmente o dos Estados Unidos, sigam retirando estímulos monetários, a situação exige cautela.

Cal Constantino, head de renda fixa da Santander Asset, acredita que as maiores apostas para 2022 estão em fundos de renda fixa de gestão ativa ou em fundos de crédito. Na hora de escolher o indexador, como o CDI ou a inflação, ele diz que para o curto prazo a preferência deve ser por fundos que possuem a remuneração ligada ao CDI.

Isso porque a relação de risco e retorno nesses casos pode ser mais favorável, devido à alta da Selic. As projeções da asset apontam que a taxa básica de juros deve terminar 2022 em 11,75% ao ano.

Já para quem consegue tolerar prazos de investimento maiores, diz Constantino, a opção deveria ser por fundos de renda fixa com a remuneração atrelada à inflação, que garantem maior proteção ao investidor, já que no médio e longo prazos os juros devem voltar para patamares mais baixos.

Sendo assim, considerar todos esses fatores, ponderar nos possíveis riscos, pode ajudar você a ter as melhores oportunidades de investimentos para este e o próximo ano.