Ouvindo estrelas

ARTIGO MÁRCIO ANTONIO DA FONSECA E SILVA - 23.12.2021


“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo. Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto, que para ouvi-las, muitas vezes desperto e abro as janelas, pálido de espanto. E conversamos toda noite enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto, cintila. E, ao vir do Sol, saudoso e em pranto inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem quando estão contigo? E vos direi: Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido e capaz de ouvir e de entender estrelas”. Poema de Olavo Bilac.

Não tenho esse privilégio, todavia gosto a noite olhar para o Céu e identificar as constelações principalmente a Constelação do Cruzeiro do Sul também presente na Bandeira do nosso querido Brasil. Na minha insignificância perante a grandeza do Universo me pergunto: existindo milhares de constelações e planetas não seria egoísmo nosso, não acreditarmos na existência de outros planetas com seres vivos com formatos diferentes e até mais evoluídos que nos? Em qualquer coisa que dimensionamos, nas ciências exatas, matemática, física e nos projetos arquitetônicos tudo tem um começo e um fim. Só tenho uma certeza, o Universo foi arquitetado por Deus sem começo nem fim. Aproveito a oportunidade para desejar um alegre Natal e um pródigo 2022 extensivo aos familiares.