São Paulo, orgulho dos brasileiros

ARTIGO - RUBENS RODRIGUES DA SILVA - EDIÇÃO DE 23.01.2022


Acho que quando alguém se propõe a escrever para um jornal, deve escrever sobre tudo um pouco para não ficar na mesmice. Então, como no próximo dia 25 comemoramos o aniversário da maior cidade do Brasil, e uma das maiores do mundo, não pensei duas vezes e coloquei no papel. Não foi difícil porque já li muito sobre a fundação de São Paulo e está na mídia nestes dias.

A 25 de janeiro de 1554, Anchieta fundava São Paulo, que viria a ser a maior cidade do Brasil. E a cidade nascia sob o signo da cultura. Foi maravilhosa a fundação de São Paulo. Não nasceu de uma praça de guerra, nem de um núcleo de mineração. Nasceu de um colégio. Nasceu de uma escola que iria lançar os rudimentos da cultura entre o gentio. E São Paulo não desvirtuou o idealismo de Anchieta. Sua escola, humilde, mas corajosa; frágil, mas idealista, multiplicou-se através dos séculos em muitos estabelecimentos de ensino, que deram a São Paulo o cunho de grande centro educativo cultural. E isso não ocorre somente nos dias de hoje. No passado já era grande a procura das escolas paulistanas por brasileiros de outros locais, e não foram poucas as personalidades que lá foram estudar. A par de seu desenvolvimento cultural, São Paulo ostenta o desenvolvimento de outros setores, como o industrial.

Avenidas, viadutos e prédios arrojados compõem a dinâmica paisagem de São Paulo de hoje, onde milhões de pessoas vivem e trabalham, numa colaboração importante para o progresso do Brasil. A semente plantada por Anchieta foi boa e germinou. E 25 de janeiro evoca a lembrança da humildade do nascimento da cidade, porém já pré-determinada a grandiosidade pela fé e idealismo do Padre José de Anchieta, que fazia do amor a sua bandeira de luta.

Mas a nossa pequena e querida estância também está em festa. Fez 142 anos no último dia 20 de janeiro e vem crescendo no ritmo do interior. Devagar chegaremos lá, só não vê quem não quer. E viva São Sebastião do Tijuco Preto.